Não é o facto de ires, é o facto de ficares.
Para mim a parte mais difícil é quando te diriges para a porta, rodas a maçaneta, contas até três e sais. Nunca olhas para trás porque sabes que me vais ver sempre com a mesma expressão no rosto, sempre com uma grande máscara de independência e uma réstia de vulnerabilidade no olhar.
Mas agora só quero que me abraces e que me dês um pouco da tua manta, está um frio cortante lá fora.
Tu sabes que eu esperei o dia todo para poder encostar o meu queixo no teu peito e deitar-me no sofá. Ás vezes conheces-me tão bem que até irrita.
É o bem que me sabe estar contigo, é a harmonia da tua voz, é a monotonia reconfortante das tuas manias que dançam no ar, na minha rotina, na minha vida.
É conseguires apagar todo o barulho ensurdecedor que há fora destas quatro paredes, silenciares o que não tem importância.
É o facto de saberes tudo que faz com eu que eu não saiba nada: entras, sais, ficas, vais embora. É um turbilhão e uma monotonia, é o meu mundo a balançar nas tuas mãos como se fizesses malabarismo numa rua do Chiado.
Não é a destreza com que atiras o meu mundo ao ar, é o carinho com que o apanhas.
Para mim a parte mais difícil é quando te diriges para a porta, rodas a maçaneta, contas até três e sais. Nunca olhas para trás porque sabes que me vais ver sempre com a mesma expressão no rosto, sempre com uma grande máscara de independência e uma réstia de vulnerabilidade no olhar.
Mas agora só quero que me abraces e que me dês um pouco da tua manta, está um frio cortante lá fora.
Tu sabes que eu esperei o dia todo para poder encostar o meu queixo no teu peito e deitar-me no sofá. Ás vezes conheces-me tão bem que até irrita.
É o bem que me sabe estar contigo, é a harmonia da tua voz, é a monotonia reconfortante das tuas manias que dançam no ar, na minha rotina, na minha vida.

É conseguires apagar todo o barulho ensurdecedor que há fora destas quatro paredes, silenciares o que não tem importância.
É o facto de saberes tudo que faz com eu que eu não saiba nada: entras, sais, ficas, vais embora. É um turbilhão e uma monotonia, é o meu mundo a balançar nas tuas mãos como se fizesses malabarismo numa rua do Chiado.
Não é a destreza com que atiras o meu mundo ao ar, é o carinho com que o apanhas.
Inês
(photo courtesy photos8.com)