Maybe I think I love you today

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

You say,



You say you'll give me a river in a time of dryness,



Vou-te contar um segredo: tens uma música que me embala.
E ela está sempre a tocar na minha alma, sempre.
Quando me sinto a vaciliar, lembro-me sempre do teu sorriso, e essa melodia apodera-se de mim.
Embala-me devagar, arrasta-me, tira-me do chão.

Mas eu não posso cantar a tua música, é tua. Ninguém no mundo a conhece, só eu.
Sou a única que a ouve, mais ninguém consegue, garanto-te.
A tua música move-me, liberta-me.
A tua música faz-me querer gritar que eu te amo.
Mas tu és como uma pagina em branco, quero escrever nela e não consigo.

Apetece-me mergulhar nas histórias do teu ser, nos textos do teu olhar, nas letras do teu sorriso, nas entrelinhas da tua voz.
Estás parado a olhar para mim, mesmo à minha frente.
Mas não posso, não posso escrever nada em ti.
Quando a caneta está pousada sobre a tua boca, preparada para escrever, eu paro.
Percorres o meu rosto com o teu olhar, mas sabes que eu vou com o vento e tu não.
Enquanto a tua música me embalar, a minha caneta vai estar sempre pousada sobre os teus lábios, à espera.
Peço-te que não os seles, por favor. Não me tragas para o universo real, deixa-me ficar em ti.


Meu amor,
enquanto a tua música ecoar na minha alma, eu vou-te amar sempre


Inês

sábado, 16 de janeiro de 2010

You were talking about the end of (my) world

Talvez seja só eu .
Talvez eu seja a unica pessoa capaz de o ver, capaz de o sentir.

É incrivel como tu ages como se fosse o fim do mundo que conheces, o único que tens na tua alma.

Eu não páro para pensar, não racionalizo, limito-me a transportar tudo o que povoa os meus sonhos para a minha vida "real" , e moldo-os ao que tenho à minha frente.
Abrastraio-me do que me rodeia, concentro-me na minha prespectiva. Sou a única pessoa que sabe disso, não o conto a ninguém.
Mas ás vezes, tu, não sei bem como, consegues prender-me aqui.
Trancas-me no teu mundo, fechas-me a porta e deitas fora a chave.
A partir desse momento eu não sou capaz de sair, de te largar, de parar, não me liberto dos teus braços que me prendem.
Não me importo, porque é sempre um ciclo vicioso, entendes?
Tu chegas, acabas com a vida que eu conheço, e eu deixo-me ir, porque não me solto de ti.
Os teus olhos são como poços de turfas. Despenho-me neles e sinto que não mais voltarei a sair, porque me vou afundando devagar, muito lentamente.
Mas não me importo, não oponho resistência, adoro lá estar.

Só que , quando me liberto finalmente de ti, já nada é igual. A melancoolia consome-me o espírito, e algo me diz para regressar. Mas não posso, não posso voltar.
Tenho que ficar à sombra, à espera de algo que não faço a menor ideia do que seja, mas que é real. Sinto-o.
Não quero que os teus olhos voltem a falar, não quero que me roubem a visão, porque tu sabes que não é difícil para mim levantar os pés do chão, em direcção ao sol.
I'm not the only one staring at the sun
Peço-te que nunca te esqueças do que vou dizer a seguir.

Sei que não, que não sou a única a olhar para o sol.


Mas , meu amor, sou a única que fica contente por cegar.



Inês